“Mente sã em corpo são”

Nos últimos anos, muito se tem escrito sobre saúde e estilos de vida saudáveis e, a saúde é um património de valor incalculável. Muitas pessoas só lhe dão valor quando a perdem.

O corpo deve receber comida e bebida apropriadas e na quantidade necessária ao seu bom funcionamento. O regime alimentar intervém no estado de saúde, promovendo-o ou prejudicando-o.

Cereais, frutas, nozes,verduras e (um suplemento alimentar Wellness), preparados da maneira mais simples e natural possível, são os alimentos mais saudáveis e nutritivos que se conhecem. Uma alimentação à base de carnes, complexa e estimulante, não proporciona a força, a resistência e o vigor intelectual que o regime dietético vegetariano bem preparado e nutritivo oferece.

A comida não deve ser ingerida muito quente nem muito fria. Os alimentos ingeridos muito quentes podem provocar o cancro do esófago.
O alimento não deve ser misturado com água. A água reduz o fluxo da saliva e retarda a digestão, pois o líquido precisa de ser absorvido primeiro.

Faça uma mastigação correcta. Mastigue devagar, para permitir que a saliva se misture com os alimentos. Alguns técnicos defendem que os alimentos sólidos crus devem ser triturados cerca de 40 a 60 vezes e os cozidos cerca de 20 vezes, antes de serem ingeridos.

Comer com rapidez não permite que os alimentos se misturem bem com a saliva e a falta de ptialina (substância azotada extraída da saliva) no bolo alimentar retarda a digestão ao nível do intestino e provoca fermentação no estômago e nos intestinos, afectando, consequentemente, o cérebro e os nervos.

É um erro ingerir a pressa várias espécies de alimento numa só refeição. Se o tempo da refeição é limitado, é mais saudável diminuir e mastigar devagar do que comer apressadamente e em grandes quantidades, impedindo que o organismo receba os sucos digestivos necessários.

As substâncias que aproveitamos dos alimentos são os nutrientes e desempenham papéis diversos: uns são indispensáveis ao crescimento e à reconstrução celular, que são as proteínas (prótidos), outros são fornecedores de energia, que se traduz em actividade e calor, como os hidratos de carbono (glícidos) e as gorduras (lípidos) e ainda a água, os sais minerais e as vitaminas, responsáveis pelo bom funcionamento do organismo.

A regra de ouro da alimentação racional reside na variedade e na diversificação dos alimentos. Para se ter saúde é necessário fornecer ao organismo alimentos em quantidade e qualidade adequadas, e também variar a alimentação, de forma a suprir todos os nutrientes necessários e imprescindíveis ao bom funcionamento do mesmo.
A alimentação deverá ser também adaptada à idade e ao tipo de vida de cada pessoa. Um trabalhador braçal não pode fazer uma alimentação igual à do trabalhador intelectual de um escritório.
Pessoas com profissões que exigem o dispêndio de grande força física, como trabalhadores do campo, pedreiros, mineiros e atletas, etc., devem consumir mais hidratos de carbono para suprir as suas grandes necessidades energéticas, devido ao enorme esforço muscular despendido. A título de exemplo, referimos as provas de alta competição a que estão submetidos os atletas. Eles fazem uma alimentação muito cuidada e sempre obedecendo a certas normas: não bebem álcool, não abusam do açúcar nem das vitaminas, bebem água após um esforço para compensar as perdas através da pele, fazem refeições ligeiras com saladas, frutos frescos, leite e sopas de legumes.

Se queremos gozar de boa saúde e a actividade física for reduzida (sedentarismo), devemos ter o cuidado de diminuir nas nossas refeições o consumo de gorduras e de hidratos de carbono. Já numa mulher grávida e durante o aleitamento, a sua alimentação deverá ser enriquecida em sais minerais, nomeadamente, em cálcio, em ferro e magnésio, para prevenir o aparecimento de anemia e descalcificação óssea, para o desenvolvimento do bebé e para a produção de leite.

Os hidratos de carbono e as gorduras ingeridos em excesso acumulam-se sob a forma de gorduras em certas regiões do corpo, dando origem à obesidade, a problemas cardiovasculares graves e ao aparecimento da diabetes, entre outras doenças. Muitos destes problemas de saúde estão na origem de erros alimentares que poderiam ser evitados.
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